Minas 300 anos: Vale investe em tecnologia que elimina o uso da água no beneficiamento do minério

Da Redação
primeiroplano@hojeemdia.com.br
03/12/2020 às 20:09.
Atualizado em 27/10/2021 às 05:13
 (Vale/Divulgação)

(Vale/Divulgação)

Minas Gerais é o berço da Vale. A empresa tem investido em novas tecnologias para aprimorar as operações no Estado e torná-las cada vez mais seguras e sustentáveis. Atualmente, 60% do minério de ferro da empresa é processado a seco. Para ampliar esse percentual, foi inaugurada em julho deste ano, no Centro Tecnológico de Ferrosos em Nova Lima, uma planta-piloto com nova tecnologia exclusiva que elimina o uso de água no processo de beneficiamento de minérios de baixo teor de ferro. A estimativa é que, em 2024, 70% da produção da empresa seja beneficiada sem adição de água.Divulgação/ValeProdução da Fábrica de Blocos do Pico, que terá como insumo principal o rejeito da atividade minerária

Esta matéria em comemoração aos 300 anos de Minas mostra que outra iniciativa pioneira da Vale foi a inauguração, em 17 de novembro, da Fábrica de Blocos do Pico, primeira planta-piloto de produtos para a construção civil cuja matéria-prima principal é o rejeito da atividade de mineração. Instalada na Mina do Pico, no município de Itabirito (MG), a fábrica promoverá a economia circular na operação de beneficiamento do minério de ferro. 

Após o período de testes, a expectativa é a de que, a cada ano, cerca de 30 mil toneladas de rejeito deixem de ser dispostas em barragens ou pilhas para serem transformadas em 3,8 milhões de produtos pré-moldados de larga aplicação na indústria da construção civil, como pisos intertravados, blocos de concreto estruturais, blocos de vedação, placas de concreto, manilhas, blocos de vedação, dentre outros. 

A Vale investirá cerca de R$ 25 milhões em pesquisa e desenvolvimento tecnológico (P&D) nos primeiros dois anos da fábrica, que contará com a cooperação técnica do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG). 

A Vale também cumpre o papel de agente catalisador do desenvolvimento socioeconômico das localidades onde atua. Apenas no terceiro trimestre deste ano, a empresa destinou R$ 40,5 milhões a projetos voluntários em educação, saúde e geração de renda. Atualmente, as operações no Estado geram mais de 35 mil empregos próprios e terceiros permanentes. 

Além disso, desde o início da pandemia, a Vale tem contribuído de forma ativa com o Estado e o país no combate à Covid-19. Investiu na ampliação do Hospital Eduardo de Menezes e aumento do número de leitos do Hospital da Baleia. Também destinou cerca de 6,9 milhões de itens, como testes rápidos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 10 municípios do interior de Minas Gerais onde mantém operações. 

Por meio da Rede Voluntária, que foi criada em abril deste ano, a empresa já beneficiou cerca de 4,3 mil famílias. Foram entregues 5 mil kits de alimentos e de produtos de higiene e limpeza para pessoas de 33 municípios mineiros.

A mineração é o tema da terceira reportagem da série Minas 300 anos, que aborda a história do Estado sob a perspectiva econômica

  

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