Com a vitória de três mulheres para o comando de três dos quatro municípios mineiros que disputaram este segundo turno, o Estado chega à marca de 64 prefeitas eleitas no pleito deste ano. Das 61 que conquistaram a vitória no primeiro turno, duas, no entanto, estão com as candidaturas sub judice. De toda forma, menos de 10% das 853 cidades de Minas serão administradas por mulheres.

Neste domingo, Marília Campos (PT) foi reeleita para seu terceiro mandato na Prefeitura de Contagem, terceiro maior colégio eleitoral do Estado, com 51,35% dos votos válidos. Marília já foi prefeita nas gestões que começaram em 2005 e 2013.

Em Juiz de Fora, quarto colégio eleitoral mineiro, Margarida Salomão (PT) será conduzida à prefeitura após conquistar 54,98% dos votos válidos. 

Uberaba, no Triângulo, também elegeu uma mulher neste domingo. Elisa Araújo (Solidariedade) será a primeira prefeita do município, depois de garantir 57,36% dos votos válidos no sétimo colégio eleitoral de Minas.

Em Governador Valadares, outra das quatro cidades mineiras que levaram esta eleição para decisão em segundo turno, André Merlo (PSDB) foi reeleito com 57,74% da preferência do eleitorado.

Candidaturas sub judice

Das 64 prefeitas eleitas neste ano em Minas, duas podem não chegar a assumir os cargos. Em Antônio Carlos, no Campo das Vertentes, Cristina (PDT), teve a candidatura indeferida pelo TRE-MG antes mesmo da votação em primeiro turno, mas obteve a maioria dos votos válidos. Caso ela perca o recurso que fez junto ao TSE, Antônio Carlos deverá ter nova eleição.

A situação de Sueli (PSDB), eleita em Pedra do Anta, na Zona da Mata, na votação de 15 de novembro, é a mesma. Com o indeferimento da candidatura logo após o registro junto ao TRE-MG, ela conquistou a maioria dos votos válidos, mas a decisão foi encaminhada ao TSE. O município também pode vir a realizar nova eleição.