Minas Gerais registrou a criação de 97.720 empregos em 2019, resultado da admissão de 1.860.005 trabalhadores e do desligamento de 1.762.285, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério (Caged) da Economia, divulgados ontem. No mesmo período, foram abertos no país 644 mil postos de trabalho.

No Estado, em todo o ano passado, o setor de serviços liderou a geração de vagas de emprego, com 55.213 oportunidades, seguido pela construção civil (19.021), o comércio (12.842) e a indústria de transformação (9.842). 

Na indústria extrativa mineral houve a criação de apenas 2.413 vagas, enquanto o segmento da agropecuária, extrativa vegetal, caça e pesca ficou com um saldo negativo de 2.525 vagas.

DEZEMBRO
Levando em consideração apenas o mês de dezembro, Minas Gerais registrou saldo negativo, com o fechamento de 35.548 postos formais de trabalho. Naquele mês, apenas o comércio registrou um desempenho positivo com a abertura de 2.898 postos de trabalho. 

A maior perda de vagas ficou com a indústria de transformação (-13.016), seguida por serviços (-10.909), construção civil (-7.033) e o segmento agropecuário, extrativo vegetal, caça e pesca (-6.288).

Brasil
No recorte geográfico, as cinco regiões fecharam o ano com saldo positivo. O melhor resultado absoluto foi o da Região Sudeste, com a criação de 318,2 mil vagas. Na Região Sul, houve abertura de 143,2 mil postos; no Nordeste, 76,5 mil; no Centro-Oeste, 73,4 mil; e no Norte, 32,5 mil. 

Considerando a variação relativa do estoque de empregos, as regiões com melhores desempenhos foram Centro-Oeste, que cresceu 2,30%; Sul (2,01%); Norte (1,82%); Sudeste (1,59%) e Nordeste (1,21%).

Em 2019, o saldo foi positivo para todas as unidades da federação, com destaque para São Paulo, com a geração de 184,1 mil novos postos, Minas Gerais, com 97,7 mil, e Santa Catarina, com 71,4 mil.

De acordo com o Caged, também houve aumento real nos salários. No ano, o salário médio de admissão foi de R$ 1.626,06 e o salário médio de desligamento, de R$ 1.791,97. Em termos reais (considerado o deflacionamento pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC), registrou-se crescimento de 0,63% para o salário médio de admissão e de 0,7% para o salário de desligamento, na comparação com novembro do ano passado.

Novas regras
Segundo os dados divulgados ontem, em 2019 houve 220,5 mil desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado. Os desligamentos ocorreram principalmente em serviços (108,8 mil), comércio (53,3 mil) e indústria de transformação (35 mil).

Na modalidade de trabalho intermitente, o saldo ficou positivo em 85,7 mil empregos. 
Com Agência Brasil