Com o fechamento de 5.889 vagas de trabalho em outubro, Minas Gerais acumula uma redução de postos da ordem de 140.777 em 12 meses. O maior número de demissão do que de contratação às vésperas do Natal mostra que a data não aqueceu o setor industrial e já sinaliza um “Papai Noel” magro para o comércio mineiro.

Os dados compõem o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado entre janeiro e outubro, o estado perdeu 55.180 vagas de emprego referentes à demissão de 1,475 milhão de pessoas e a contratação de 1,419 milhão. Dessa forma, o número de vagas totais em Minas Gerais caiu 1,36% no ano e 3,40% nos últimos 12 meses.

Comércio
Somente o comércio deixou de gerar 36.614 oportunidades de trabalho entre janeiro e outubro. A construção civil, que já foi um dos maiores geradores de empregos no passado recente, fechou 16.795 vagas no mesmo período. Para a indústria de transformação a situação não é diferente, com uma retração de 9.071 nos postos de trabalho.

A agropecuária é a única que mantém um saldo expressivamente positivo de 10.208 vagas no acumulado do ano. O outro setor que teve bom desempenho, mas em menor proporção, foi a administração pública, com aumento do efetivo em 630 no ano.

“Olhando os dados de outubro, quando as indústrias tinham que estar a pleno vapor para atender as encomendas do comércio, podemos dizer que teremos o Natal da crise”, afirma o vice-presidente do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG), Pedro Paulo Pettersen.

Para o economista, o número de vagas deverá continuar em baixa até, pelo menos, o segundo semestre de 2017. Levando em conta que as projeções indicam melhora do cenário econômico apenas no próximo ano e que o reflexo sobre o mercado de trabalho tende a ser mais lento, esse seria um quadro mais otimista.

Brasil
Nacionalmente, foram fechadas 74.748 postos de trabalho em outubro. No acumulado do ano, o país apresentou 751.816 postos a menos. E em 12 meses, foram suprimidos 1,5 milhão de postos de trabalho.

Dentre os setores analisados, o que teve o pior desempenho no mês foi o da construção civil, com redução de 33.316 postos, seguido por serviços (30.316) e agricultura (12.508).

As perdas mais significativas em outubro foram apresentadas por São Paulo (-21.995 postos) e Rio de Janeiro (-20.563). Já as unidades da Federação que, na outra ponta, mais geraram empregos foram Alagoas (5.832), Rio Grande do Sul (2.386), Sergipe (1.932 postos) e Santa Catarina (1.267 vagas).

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