Até o fim deste ano, 32 usinas de geração de energia fotovoltaica começarão a ser instaladas em 17 municípios do Norte de Minas Gerais. O protocolo para a implantação dos empreendimentos foi assinado ontem entre o governador Romeu Zema (Novo) e a empresa Mori Energia Holding S.A. Ao todo, serão investidos R$ 523 milhões.

A expectativa é que sejam gerados cerca de 1.500 empregos diretos durante a fase de construção dos empreendimentos. Contando com as vagas indiretas, o total deverá chegar a 4.ooo postos de trabalho.

Juntas, as usinas, que terão potência instalada de 150 MW, vão gerar 340 Gigawatts/hora-ano de energia limpa e renovável. Para efeito de comparação, essa energia equivale a abastecer 1,7 milhão de residências, ou seja, duas vezes o tamanho de Belo Horizonte.

Mas o consumidor-alvo da Mori, inicialmente, é a categoria comercial (empresas e indústrias com consumo acima de 500 kWh na área de concessão da Cemig). Esses clientes poderão ter até 18% de economia com energia elétrica. 

“Trabalhamos com categorias de consumo e prazo de permanência. Quanto maior for esse período, maior o desconto. É importante ressaltar que, mesmo que a energia seja gerada em algum desses municípios, ela pode ser consumida em qualquer ponto atendido pela Cemig no Estado, por meio da própria rede da distribuidora”, destaca Bruno Shiraga, diretor presidente da Mori.

Zema, por sua vez, ressaltou a importância deste tipo de projeto e o resgate da confiança dos investidores em Minas. “Fico satisfeito em nos consolidarmos cada vez mais como o primeiro lugar na geração de energia fotovoltaica aqui no Brasil. Tenho certeza de que essa grande quantidade adicional de energia gerada a médio e longo prazo vai tornar o preço competitivo e nós vamos ter condições de atrair muitas indústrias aqui para o Estado”, afirmou o governador.

Cinturão Solar

Segundo a empresa do setor elétrico, Minas foi escolhido pelo fato de a maior parte do Estado estar dentro do chamado “Cinturão Solar”, que é uma faixa onde há maior irradiação do sol no país, beneficiando a implantação deste tipo de empreendimento.

Estudos indicam que a energia solar recebida pela Terra é 5 mil vezes superior ao consumo mundial de eletricidade. “Pensar na energia solar é pensar no futuro por meio da energia limpa, contribuindo para a preservação do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável das comunidades. Outro ponto positivo é que a implantação de um empreendimento deste porte propicia diversos benefícios para as comunidades onde estão inseridas, gerando emprego, distribuição de renda e qualificação profissional”, ressaltou Shiraga.

(*) Com Agência Minas