Minas Gerais registrou no ano passado o segundo maior recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), com R$ 1,8 bilhão, perdendo apenas para o Pará (R$ 2,2 bilhões). Os dados fazem parte do balanço divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). A Cfem é uma espécie de royalty pago pela atividade mineradora.

Segundo o levantamento do Ibram, o Estado de Goiás vem em terceiro lugar no recolhimento da Cfem (105,8 milhões), seguido por Bahia (R$ 57,9 milhões) e por São Paulo (R$ 52,9 milhões).

A arrecadação total da Cfem no país no ano passado atingiu R$ 4,5 bilhões, R$ 1,5 bilhões acima do montante recolhido em 2018 (R$ 3 bilhões).

Ainda segundo o Ibram, no ranking por cidade no Brasil, Parauapebas (PA) lidera com recolhimento de R$ 1,15 bilhão, seguida por Canaã dos Carajás (PA), com R$ 705 milhões. Na sequência estão cinco municípios mineiros: Congonhas (R$ 284 milhões), Itabira (R$ 241 milhões), Nova Lima (197,8 milhões), Conceição do Mato Dentro (R$ 180,9 milhões) e São Gonçalo do Rio Abaixo (R$ 160 milhões).

Em relação aos impostos de forma geral, o Ibram estima que as mineradoras recolheram no ano passado R$ 45 bilhões em tributos em encargos. Considerando a Cfem, o montante salta para R$ 49,5 bilhões.

Faturamento

O faturamento do setor mineral brasileiro cresceu 39,2%, passando de R$ 110,2 bilhões em 2018 para R$ 153,4 bilhões no ano passado. A expansão foi puxada pelo aumento médio do preço do minério de ferro, leve recuperação do setor de agregados da construção, significativo aumento do volume de produção do manganês e variação cambial que favoreceu as exportações.

As vendas de minerais do Estado para o exterior saltaram de R$ 20,4 bilhões em 2018 para R$ 11,5 bilhões no ano passado.