O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, comemorou os números da produção mineral e energética em 2020, mesmo com os impactos provocados pela pandemia de Covid-19. Um exemplo disso é o minério de ferro, que ocupou o segundo lugar nas exportações totais do país, respondendo por R$ 96,9 bilhões. Minas Gerais responde por 38% desse volume.

“Vemos sinais bastante consistentes de retomada da atividade nos setores de energia elétrica, petróleo, gás, biocombustível e também mineração. Eles foram essenciais para que nós mantivéssemos não só os empregos e a renda, mas também a nossa atividade econômica no âmbito interno e externo”, afirmou o ministro durante uma palestra na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), realizada nesta quarta-feira (21).

Para Albuquerque, Minas é um Estado estratégico para a produção nacional de energia, além da mineração. Durante a apresentação, ele mostrou que o Estado representa 12% da capacidade instalada de usinas hidrelétricas no país e tem a maior quantidade de geração fotovoltaica instalada: 18%.

A presença mineira no setor do petróleo, gás e biocombustível também é significativa. Ao todo, são 36 usinas produtoras de etanol, que representam 10% da produção nacional, e 56 poços perfurados na Bacia do São Francisco. Minas é ainda responsável pelo consumo de 12% do diesel brasileiro.

Para o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, é importante o diálogo entre o setor e o governo federal para que possa haver crescimento, tanto na produção de energia, quanto na indústria. “O maior desafio do Ministério de Minas e Energia não é só estabelecer o abastecimento seguro e contínuo, mas também fazer com que o Brasil tenha competitividade energética, o que trará um novo impulso ao setor industrial”, afirmou Roscoe.