A queda do dólar nos últimos meses e a possibilidade da moeda norte-americana ficar abaixo dos R$ 5 deve ter impacto direto sobre os custos de produção da indústria, que devem diminuir. Setores como a indústria automobilística, de produção de eletroeletrônicos, química, farmacêutica e de fertilizantes vão ser beneficiadas pela redução dos custos de insumos importados. 

Além disso, de acordo com Daniela Brito, gerente de economia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a queda do dólar não vai impactar negativamente nas exportações. 

“Essa desvalorização não vai diminuir a exportações, já que temos uma avalanche de recursos no mercado externo que vai aumentar ainda mais o volume de commodities exportadas”, explica a economista.

Alguns setores do comércio também devem se beneficiar com a queda do dólar. É o caso do vestuário e da panificação. Itens básicos como tecidos e farinha de trigo vão ficar mais baratos, podendo ajudar a diminuir os custos. 

“É provável que este impacto chegue ao bolso do consumidor, mesmo que timidamente, nos próximos meses. Estas áreas do comércio vão diminuir custos e poderão amenizar os prejuízos acumulados. A tendência é que logo, em nome da concorrência, os preços baixem”, acredita Guilherme Almeida, economista-chefe da Fecomércio-Minas.

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