Com suas linhas de montagem paradas, em função da quarentena do coronavírus, alguns fabricantes de automóveis decidiram mobilizar parte de seu pessoal para ajudar na manutenção de equipamentos respiratórios. Outra frente é a distribuição de máscaras com o uso de impressoras 3D. 

A PSA (Peugeot-Citroën) disponibilizou suas impressoras para produção de máscaras de acrílico para as equipes que atuam em UTI’s. Trata-se de uma ação conjunta com o Senai de Resende (RJ), cidade vizinha à fábrica de Porto Real.

Ja, a General Motors participa de uma mobilização do governo federal para concertar cerca de três mil respiradores artificiais que não estão funcionando. A norte-americana oferece instruções via acesso remoto, mas também conta com equipes que irão receber aparelhos defeituosos para reparo, em suas fábricas, na região do ABC Paulista e em Gravataí (RS).

A Volkswagen colocou à disposição dos municípios onde tem unidades fabris uma frota de 100 carros para ajudar no transporte de agentes de saúde. A marca alemã também doou 2 mil máscaras, que são utilizadas no processo de fabricação de seus carros, em São Bernardo do Campo, Taubaté e São Carlos, no interior paulista, além de São José dos Pinhais (PR). A doação está sendo feita em cooperação com a Defesa Civil de cada localidade.

Minas
Em Minas, a Fiat-Chrysler afirma que está participando de discussões com as esferas de governo para contribuir com a pandemia. O grupo ítalo-americano tem linhas de produção em Betim, assim como em Pernambuco e Paraná.

Outras marcas fabricantes também estão se organizando para contribuir de alguma maneira. De acordo com a Anfavea, associação que representa as fabricantes, o que é possível fazer é doar EPI’s, assim como ceder seus laboratórios de protótipos, onde estão as impressoras.  Mas a fabricação de equipamentos mais complexos é pouco provável, uma vez que as linhas apenas montam os componentes que vêm de seus fornecedores.