Cairo - O ex-presidente egípcio, Hosni Mubarak, foi declarado clinicamente morto após sofrer uma parada cardíaca. Mais cedo, ele havia sido levado da prisão de Tora, no sul do Egito, para o hospital militar de Maadi, após sofrer um AVC. As informações são da agência de notícias oficial do país. A notícia é rejeitada pelo advogado do ex-ditador, contudo.

O ex-homem forte egípcio, foi condenado à prisão perpétua em 2 de junho pela repressão violenta a uma rebelião contra seu regime, no começo de 2011, durante a qual 850 manifestantes foram mortos. Sua condição médica se deteriorou após o veredicto e ele sofreu um colapso emocional depois de ter sido removido para uma ala de cuidados intensivos da prisão Tora, no Cairo.

Ele passou a sofrer de depressão aguda desde a sua transferência, assim como de constantes picos hipertensivos e de dificuldades respiratórias, informaram autoridades do Ministério do Interior. Sua esposa, Suzanne, e as duas noras receberam permissão especial para visitá-lo após rumores de que ele tinha morrido na prisão. Sua família havia solicitado formalmente sua transferência para um hospital do Cairo, mas esta mudança corria o risco de desatar a ira de ativistas e manifestantes.