O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com o apoio de diversos órgãos e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), deflagrou nesta quarta-feira (13) a operação Minereva, que investiga crimes em licitações e desvios de recursos públicos em obras na prefeitura de Ouro Preto, na região Central do Estado. Os prejuízos superam os R$ 46 milhões.

Foram deferidas medidas cautelares pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para o cumprimento de mandados de busca e apreensão no gabinete, na fazenda e na casa do prefeito,  José Leandro Filho (PSDB). Estão sendo investigados, também, um ex-secretário de obras e um empresário do ramo da engenharia, todos da cidade.

Foram destacados um procurador, três promotores, doze servidores do MPMG além de 20 policiais militares, que nesta quarta arrecadaram diversos documentos.

As investigações começaram em 2014 pela Promotoria de Justiça local que recebeu representação sobre ilegalidades em contratos na cidade. As investigações identificaram que entre 2013 e 2015 o município de Ouro Preto celebrou contratos com itens fizados com alta de preços. As provas apotam para fraudes em licitações, além de pagamentos em serviços não prestados.

A Justiça já deferiu medidas liminares que determinaram ao município que se abstivesse de realizar novos pagamentos às empresas envolvidas.
 
Participam da operação o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Procuradoria de Justiça de Combate aos Crimes de Prefeitos, com apoio do Grupo Especial de Promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público – GEPP, da 4ª Promotoria de Justiça da comarca de Ouro Preto, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de Investigação Criminal (Caocrimo) e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).