Uma nova mudança na composição das oito comissões temáticas da Câmara Municipal de Belo Horizonte foi publicada ontem no Diário Oficial do Município (DOM). Contudo, a insatisfação manifestada pela oposição na primeira publicação do presidente da Casa, Wellington Magalhães (PTN), em janeiro, se manteve.

Os parlamentares criticaram a dança das cadeiras e alegaram que as alterações têm intervenção direta do Executivo. “As mudanças continuam sem nenhum prejuízo aos mandos da prefeitura dentro da Câmara”, disse Pedro Patrus (PT), que reclama de não ter seu pedido de permanecer na Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor atendido.

Os vereadores de oposição ocupam apenas uma vaga das 15 possíveis nas três comissões mais cobiçadas: a de Juninho Paim (PT) na Comissão de Administração Pública. Tarcísio Caixeta (PT) foi realocado da Comissão de Orçamento e Finanças Públicas para a Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana. Já a Comissão de Legislação e Justiça não foi alterada.

Magalhães afirmou que as mudanças foram resultado do diálogo com os parlamentares e que atendeu a 100% dos pedidos petistas. Adriano Aventura (PT), que agora faz parte da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor, discorda.

“Não houve sequer uma discussão com a bancada. A justificativa da Mesa é que dois vereadores de um partido não poderiam ocupar a mesma comissão, mas verificamos que isso aconteceu em algumas delas, como na de Direitos Humanos que possui dois do PV”, disse Ventura. O líder de governo, vereador Preto (DEM), foi procurado pela reportagem, mas não atendeu às ligações.