SÃO PAULO - Um ataque atribuído ao grupo islâmico Boko Haram matou oito pessoas e feriu várias outras no último domingo (30), durante uma festa de despedida de solteiro na aldeia cristã de Tashan-Alede, na Nigéria. 
 
"Três membros do Boko Haram vieram de moto por volta das 11 da noite de ontem", disse Abdul Usman, um dos participantes da festa, que fugiu para a cidade de Maiduguri logo após o ataque. "Eles estavam atirando indiscriminadamente." 
 
Perto dali, na aldeia de Kwajffa, também cristão, outras quatro pessoas foram mortas num segundo ataque. 
 
O Boko Haram quer impor uma versão radical da lei islâmica no norte da Nigéria e se tornou uma séria ameaça para o principal país produtor de petróleo na África, embora a insurgência aja longe dos campos de petróleo do Delta do Níger, no sul do país.
 
Embora o grupo tenha ameaçado alvejar cristãos, as vítimas nos ataques a vilarejos são de origem predominantemente muçulmana. 
 
Desde que o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, ordenou uma ofensiva contra os rebeldes, eles se refugiaram próximo à fronteira da República dos Camarões e vêm intensificando ataques a soldados e civis. Recentemente, guerrilheiros armados com lançadores de granadas atacaram um acampamento militar na cidade de Barna. 
 
As duas aldeias atacadas no domingo se localizam no Estado de Borno, vizinho ao de Yobe, onde houve eleição no sábado. 
 
Na sexta, um ataque à cidade de Potiskum deixou sete civis mortos um dia antes da ida às urnas. O partido de oposição, o Congresso de Todos os Progressistas, ganhou todos os assentos no Legislativo, vencendo tanto os extremistas islâmicos quanto o Partido Democrata, que governa o país e julgou inseguro fazer campanha eleitoral.