Em meio à crescente expansão econômica dos países africanos, que vem sendo registrada por indicadores que medem o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, o presidente Jair Bolsonaro convidou o presidente do Senegal, Macky Sall, a visitar o Brasil em 2020. A carta-convite foi entregue pessoalmente ao presidente senegalês pelo chanceler Ernesto Araújo, ao cumprir, ontem (9), em Dacar (capital senegalesa), a segunda etapa de sua viagem a países da África Ocidental. Os próximos países a serem visitados pelo chanceler brasileiro são Nigéria e Angola. Ele retorna retorna ao Brasil em 13 de dezembro.

Além do encontro com o presidente Sall, o chanceler teve reuniões com o presidente da Assembleia Nacional do país, Moustapha Niasse, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Amadou Ba.

O objetivo do périplo do ministro é implementar acordos nas áreas de segurança, defesa, comércio e investimentos. “Iniciamos novo momento da relação entre o Brasil e a África, com uma nova visão: intercâmbio econômico e cooperação em defesa alicerçados em base cultural comum”, disse o ministro.

Solidez econômica

Nos encontros com autoridades senegalesas, o ministro das Relações Exteriores enfatizou o interesse do governo brasileiro em aprofundar as relações com o Senegal, que possui uma das mais sólidas e crescentes economias da região. O ministro brasileiro das Relações Exteriores destacou os desafios comuns nos campos da defesa e segurança, a herança cultural compartilhada entre a África e o Brasil, e o potencial de incremento da cooperação econômica, sobretudo em agricultura, dada a proximidade geográfica entre o Brasil e Senegal. 

O ministro enfatizou ainda as vantagens de uma aproximação política, com a constituição de um grupo parlamentar de amizade entre os dois países. Ernesto Araújo saudou, em entrevista à imprensa, o papel do Senegal nos processos de integração regional e global. Destacou o interesse brasileiro de uma maior aproximação com a Comunidade Econômica da África Ocidental (Cedeao).

Nos últimos cinco anos (2014-18), a economia senegalesa foi a terceira que mais cresceu entre as economias da África Ocidental (a uma média anual de 6,5%) e a sexta em todo o continente. O crescimento foi fortemente alicerçado num programa de investimento em infraestruturas, numa evolução favorável do setor agrícola e no aumento da produção industrial, alimentada principalmente pela indústria de fosfatos.

PIB

Com um PIB de US$ 25,3 bilhões, registrado em 2019, o Senegal deverá ocupar o posto de quarta maior economia da África Ocidental (depois da Nigéria, de Gana e da Costa do Marfim). O crescimento anual do país chega a quase 7%. No entanto, a previsão para o período de 2020 a 2024 é de que o país crescerá a uma taxa anual de 8,5%, número que colocará o Senegal na posição de país que mais cresce em toda a África.


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