Um incêndio atinge desde o início da tarde desta segunda-feira (15) a Catedral de Notre-Dame, no centro de Paris. A fumaça pode ser vista do topo do patrimônio considerado uma referência histórica da capital francesa.

A prefeitura de Paris isolou o local e está montando um grande efetivo para combater as chamas, que atingem principalmente a nave principal da catedral gótica. Incrédulos, pedestres pararam ao longo do Rio Sena, que margeia a catedral, para assistir ao incêndio.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo pode estar relacionado a obras de renovação que estavam feitas no edifício, que data de 1163. A catedral passa por um processo de restauração em sua torre estimado em US$ 6,8 milhões (R$ 26,8 milhões). A polícia de Paris, no entanto, diz que é cedo para identificar as causas do incêndio e assegura que ainda não há registro de vítimas das chamas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, cancelou um discurso que faria nesta tarde sobre a crise dos "coletes amarelos" - manifestantes contrários a seu governo que há meses tomam as ruas do país em protestos - em virtude do incidente. 

A prefeita da cidade, Anne Hidalgo, usou sua conta pessoal no Twitter para lamentar o “terrível” acidente em curso e exaltar o trabalho dos bombeiros que estão no local tentando combater as chamas. “Estamos mobilizados no local em estreita ligação com o @dioceseParis. Peço a todos respeito ao perímetro de segurança”, destacou a prefeita.

Uma das mais importantes e famosas catedrais de Paris, a Notre-Dame, dedicada a Santa Maria, mãe de Jesus Cristo, foi construída entre 1160 e 1345, em estilo gótico. Ao longo dos anos, a catedral foi palco de cerimônias celtas e romanas, além de ter inspirado o romance conhecido como O Corcunda de Notre-Dame, do escritor francês Victor Hugo, publicado em 1831.

Repercussão do incêndio da catedral gótica

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi um dos primeiros líderes mundiais a comentar o incêndio na histórica igreja parisiense. "Horrível de ver", disse o republicano, que recomendou que os bombeiros usem aviões para combater as chamas. 

* Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo