O governo dos Estados Unidos aumentou a confusão sobre sua posição acerca do conflito entre Rússia e Ucrânia em um comunicado emitido na sequência de uma ligação entre o presidente Donald Trump e o líder ucraniano, Petro Poroshenko. A declaração reconheceu a participação russa no conflito, mas parece ter se equivocado sobre o lugar onde os confrontos estão acontecendo.

O documento, divulgado ontem à noite, diz que o presidente dos EUA teve uma conversa "muito boa" com Poroshenko no telefone, abordando vários tópicos, incluindo o conflito com a Rússia. Moscou tem negado envolvimento na luta contra as forças do governo ucraniano no leste do país, apesar das evidências de que fornecem não apenas armas e combatentes a separatistas pró-Rússia, como também suas próprias unidades militares.

De acordo com a declaração da Casa Branca, Trump disse que trabalharia com a Ucrânia, a Rússia e "todas as partes envolvidas para ajudá-los a restaurar a paz ao longo da fronteira". O conflito, que foi retomado na semana passada, está acontecendo em um fronte a mais de 400 quilômetros da região fronteiriça.

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O documento levanta incertezas sobre a estratégia de Trump para a Rússia. Ele tem expressado admiração pelo presidente russo, Vladimir Putin, e disse que quer estreitar relações, em particular para ajudar na luta contra o Estado Islâmico.

O embaixador dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), no entanto, condenou a Rússia pelas agressões contra a Ucrânia, e legisladores republicanos pressionaram Trump a manter linha dura conta Putin, incluindo sanções. O documento da Casa Branca, no entanto, não condena o Kremlin de nenhuma maneira.