O julgamento de 26 homens acusados de "homossexualidade" começou neste domingo (21) no Cairo. Atendendo a um pedido das famílias, os juízes proibiram que fotógrafos registrassem imagens dentro do tribunal.
 
O caso ganhou a atenção do público porque a prisão dos acusados, ocorrida em 1º de novembro em um banho público onde supostamente seria celebrado o casamento entre dois homens, foi transmitida pelas emissoras de televisão em horário nobre.
 
Na abertura do julgamento, familiares dos acusados discutiram com jornalistas que tentavam fotografar os acusados. Os juízes ordenaram a retirada dos fotógrafos.
 
Segundo um funcionário do tribunal que pediu para não ter seu nome revelado, os juízes convocaram um apresentador de televisão para depor na próxima audiência, em 4 de janeiro.
 
Desde o golpe militar que levou ao poder o governo do marechal-de-campo Abdel Fattah al-Sisi, em 2013, grupos de defesa dos direitos humanos dizem que as prisões de pessoas acusadas de serem homossexuais se intensificaram.
 
Também neste domingo, funcionários do governo egípcio informaram que o general Mohammed Farid el-Tohamy foi afastado do comando do serviço de inteligência do país, Ele será substituído por seu vice, Khaled Fawzy. Não está claro se a remoção de El-Tohamy, que é considerado muito próximo de El-Sisi, significa alguma mudança de política no regime.