Autoridades nigerianas informaram que chegou à capital do país um grupo de 82 estudantes que haviam sido capturadas há três anos pelo grupo terrorista Boko Haram. Elas devem ter um encontro com o presidente do país.

As jovens chegaram no aeroporto da capital Abuja neste domingo (7) e foram recebidos por chefes militares, segundo o assessor da presidência Femi Adesina. O presidente Muhammadu Buhari deve se encontrar com elas por volta das 16h no horário local (meio dia em Brasília).

Buhari afirmou em um comunicado que receberia as garotas neste final de semana após confirmar que a libertação delas ocorreu depois de uma negociação pela libertação de suspeitos de extremismo. Essa é a maior libertação negociada desde que aproximadamente 300 estudantes foram capturadas em 2014.

Um primeiro grupo de 21 garotas havia sido libertado em outubro, no momento em que a Nigéria anunciou ter iniciado negociações com o grupo extremista. Após a libertação anunciada neste sábado, ainda restam 113 garotas desaparecidas.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que intermediou as negociações durante meses junto com o governo da Suíça, divulgou neste domingo o que pode ser a primeira imagem pública das libertadas. A foto, divulgada no Twitter, mostra uma fila de jovens mulheres usando camisetas com o logo do CICV e aguardando por um helicóptero.

O sequestro de 2014 pelo Boko Haram chamou a atenção do mundo para o crescimento do grupo extremista e trouxe anos de sofrimento para as famílias das vítimas. Alguns pais não sobreviveram para ver suas filhas retornarem para casa.

Muitas das garotas sequestradas, a maioria de religião cristã, foram forçadas a se casar com seus sequestradores e deram luz a crianças em áreas remotas de floresta. Teme-se que algumas das jovens tenham sido forçadas a participar de missões suicidas com explosão de bombas.

Militares nigerianos com conhecimento das operações de resgate afirmaram que as garotas foram encontradas no entorno da cidade de Banki, localidade próxima a Camarões. O Boko Haram segue ativo na região. Na sexta-feira, Estados Unidos e Reino Unido emitiram alertas de que o grupo extremista estaria planejando o sequestro de estrangeiros nessa área do estado de Borno. Fonte: Associated Press.