O presidente da Bolívia, Evo Morales, aceitou neste sábado se candidatar ao cargo novamente depois que seu partido o proclamou para concorrer nas eleições bolivianas de 2019. Ele já perdeu um referendo popular para poder se reeleger.

"Se o povo diz 'vamos com Evo', então não há problema. Vamos seguir derrotando a direita e vamos seguir com nosso processo", disse Morales no congresso de seu partido na cidade de Montero, a 350 quilômetros de La Paz.

"Não tenham medo, se querem nos enfrentar, que se unam", disse. "Vamos nos ver nas urnas", concluiu.

Morales perdeu o referendo em fevereiro. Na ocasião, a população foi consultada sobre se estava de acordo em modificar a Constituição para autorizar o que seria o quarto mandato do governante.

Naquele momento, Morales disse aceitar a decisão popular. Apesar disso, o congresso deste sábado analisou quatro formas consideradas legais para que ele possa voltar a ser candidato.

Está em estudo uma reforma constitucional mediante a Assembleia Legislativa ou por iniciativa de cidadãos através do recolhimento de assinaturas. Outra possibilidade é que Morales renuncie por seis meses para poder estar habilitado. Por fim, ele poderia pedir uma interpretação judicial sobre o tema. Analistas consideram, porém, que todas essas alternativas seriam inconstitucionais porque não contemplam um referendo.