As incessantes inundações que desde a última quinta-feira (01) atingem o estado norte-americano da Carolina do Sul deixaram nove mortos e dezenas de milhares de
pessoas sem energia elétrica ou água potável - informou nesta segunda-feira (6) a governadora Nikki Haley.

"Nove pessoas morreram por causa do mal tempo", disse a governadora da Carolina do Sul (sudeste dos EUA) em coletiva de imprensa em Charleston, a capital do estado que sofreu especialmente pelas chuvas torrenciais e persistentes.

Vários moradores da região tiveram que procurar refúgio em abrigos, enquanto as autoridades utilizavam helicópteros para evacuar pessoas ilhadas.

As precipitações acumularam até 350 mm de água no centro histórico de Charleston e geraram evacuações nas zonas mais afetadas.

Uma massa de ar tropical carregada de umidade é a origem destas chuvas que caem há dias sobre vários estados da costa leste dos Estados Unidos.

"Não víamos este nível de chuvas nas terras baixas em 1.000 anos", afirmou a governadora Haley no domingo.

"Foi traumático, nunca tinha visto algo como isso", afirmou Phyllis Jones, moradora de Columbia.

A mulher não abandonou seu apartamento com "medo dos saques", mas estava sem eletricidade em casa.

Como ela, cerca de 26.000 pessoas estavam sem energia elétrica e 40.000 sem água potável no estado, disse a governadora.

"A preocupação principal é a água potável", disse Haley, que informou que uma dezena de centros de abastecimento e distribuição estão sendo habilitados por causa do fechamento de muitas lojas.

"Não é o momento para tirar fotos", pediu Nikki Haley. Várias curiosos que haviam saído em botes para fotografar os danos causados pelas tempestades tiveram que ser resgatados, segundo a governadora.

O prefeito de Columbia, Steve Benjamin, revelou que vários diques com água de rios e lagos situados na cidade se romperam desde a sexta-feira diante das fortes chuvas.

"Ao menos outros dois diques estão ameaçados e foram decretadas evacuações" dos habitantes das zonas afetadas. "A chuva parou, mas a inundação persiste. A Guarda Nacional colocou sacos de areia para reforçar os diques.