ROMA - Centenas de milhares de pessoas manifestaram no sábado (20) em Roma contra grupos homossexuais e o ensino de gênero nas escolas, num momento em que o governo pretende adotar rapidamente um projeto de união civil.

Enquanto a polícia italiana não divulga os números da manifestação, os organizadores garantem ter reunido meio milhão de pessoas. A multidão de jovens, pessoas idosas e pais com seus filhos ocorreu numa praça que pode abrigar cerca de 300 mil  pessoas.

Agitando cartazes com os dizeres"a família salva o mundo" ou "defendamos nossos filhos", os manifestantes se encontraram na praça em frente à arquibasílica de São João de Latrão.

"Na escola de meus filhos, fala-se de famílias formadas por dois pais ou duas mães, sem pedir permissão aos pais", reclamou Giuseppe Ripa, um médico de 41 anos. "Isso é perigoso e ruim".      Piero Uroda, farmacêutico de 78 anos, foi ao local ao lado de vários familiares. "Eu não quero o casamento nem a adoção gay. A família natural é a nossa", disse.

Lanterna
A Itália é o último grande país da Europa Ocidental que não reconhece nenhum estatuto legal aos casais homoafetivos, mas o governo de centro-esquerda de Matteo Renzi apresentou um projeto de união civil com o objetivo de adotá-lo definitivamente antes do final do ano.

O texto está sendo examinado por uma comissão do Senado, onde inúmeras emendas foram apresentadas pelo partido de centro-direita de Angelino Alfano, ministro do Interior, que também apoiou a manifestação deste sábado.