De acordo com o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), o Itamaraty informou que nada pode fazer sobre a tomada da embaixada da Venezuela no Brasil por um grupo ligado ao autoproclamado presidente venezuelano, Juan Guaidó.

Dessa forma, qualquer movimento dependeria de Guaidó e da autodeclarada embaixadora da Venezuela em Brasília, Maria Teresa Belandria. "Estamos assistindo a uma ação paramilitar com respaldo do governo brasileiro", disse Pimenta, que está do lado de dentro da embaixada.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) emitiu nota para negar que o presidente Jair Bolsonaro tenha incentivado a invasão. O encarregado de Negócios da Venezuela no Brasil, Freddy Meregote, afirmou que a embaixada do país foi "assediada".

De acordo com o representante venezuelano, os funcionários pró Nicolás Maduro só poderiam deixar o Brasil se o governo Bolsonaro declarasse os funcionários da embaixada como "personas non gratas", o que afirma não ter ocorrido.

Do lado de fora, manifestantes de partidos e movimentos de esquerda protestam contra a ação, pedem a saída dos representantes de Guaidó e discutem com apoiadores de Guaidó e de Bolsonaro, em minoria no local. A Polícia Militar deteve pelo menos duas pessoas que trocaram agressões.


Leia mais:
Encarregado da Venezuela diz que embaixada foi 'assediada' e cobra Brasil
Após renúncia de Evo, Bolsonaro defende voto impresso no Brasil
Ministério das Relações Exteriores diz ser pertinente nova eleição na Bolívia