Um grupo de juízes exilados decidiu processar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por corrupção e lavagem de dinheiro depois do estudo de provas que vinculam o líder venezuelano à Odebrecht. O grupo é composto por juristas que, no ano passado, fugiram do país após o Congresso, de maioria opositora, os nomeou ao Tribunal Supremo da Venezuela. Maduro os acusou de traição e disse que eles poderiam ser presos caso voltassem ao país.

Os juízes se reuniram na segunda-feira (10) no Congresso de Bogotá para iniciar, em caráter simbólico, um julgamento onde pedem uma ordem de prisão contra o presidente venezuelano. "Estamos cumprindo com nossa Constituição e nossa lei", disse Miguel Angel Martín, o presidente do tribunal no exílio, depois que os juízes apresentaram seus argumentos para prosseguir com o julgamento. "Em Caracas, há um tribunal de fato e aqui, há um tribunal legítimo."

As decisões do tribunal no exílio não têm nenhum efeito na Venezuela, onde o Tribunal Suprema de Justiça ainda comanda o Judiciário. A corte é dominada por aliados políticos de Maduro desde 2015. No entanto, aqueles que apoiam os juízes exilados asseguram que os atos simbólicos ajudem a aumentar a conscientização sobre os supostos crimes cometidos por Maduro e seu governo.