KIEV - O ex-ministro do Interior e atual líder da oposição ucraniana, Yuri Lutsenko, estava hospitalizado em cuidados intensivos em Kiev depois de ter sido espancado durante confrontos entre manifestantes pró-europeus e a polícia.
 
Dezenas de manifestantes se reuniram na sexta-feira à noite ante um tribunal que pouco antes havia condenado a seis anos de prisão três homens acusados de destruir com explosivos em 2011 uma estátua de Lênin perto do principal aeroporto da cidade.
 
A televisão ucraniana mostrou várias pessoas transportadas em macas em direção a uma ambulância. Já a televisão estatal russa afirmou que as forças antimotins haviam agido depois de serem atacadas a pedradas pelos manifestantes, que tentavam impedir que os veículos policiais levassem à prisão os três homens condenados.
 
Os sites de informação da oposição ucraniana publicaram fotos e vídeos que mostravam Lutsenko com uma bandagem na cabeça e uma grande venda sobre seu olho direito.
 
A esposa do líder opositor, Iran, declarou que seu marido tinha ferimentos na cabeça depois que policiais o espancaram com cassetetes quando ele tentava colocar fim à violência. "Está em cuidados intensivos. Permanecerá em observação", declarou à rede de televisão opositora Hromadske.
 
Lutsenko, de 49 anos, ex-membro do governo pró-ocidental da ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko, foi detido em 2010 e libertado em abril passado devido às pressões da União Euroepeia (UE).
 
Desde 21 de novembro são registradas manifestações na Ucrânia a favor da integração europeia, depois que as autoridades se negaram a assinar um acordo de associação com a UE, optando pela cooperação econômica com a Rússia.