CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, inaugurou na terça-feira (14) em Caracas o mausoléu que abrigará os restos mortais do libertador Simón Bolívar, um imponente monumento idealizado em 2010 pelo falecido Hugo Chávez.

"Hoje estamos comemorando os 200 anos do início da 'Campanha Admirável' - de libertação do oeste da Venezuela contra o império espanhol - dirigida de maneira bem-sucedida (...) pelo Libertador Simón Bolívar, e que melhor oportunidade do que esta noite de Caracas, hoje, 14 de maio, para cumprir com uma missão que nos deixou o criador desta obra, o comandante supremo Hugo Chávez", disse Maduro.

Diante de centenas de presentes, em uma cerimônia transmitida de maneira obrigatória por todas as rádios e televisões do país, Maduro pronunciou um solene e emotivo discurso em homenagem a Bolívar (1783-1830), libertador de cinco nações da América Latina, e Chávez, falecido no dia 5 de março depois de governar o país petroleiro desde 1999, a quem classificou como "seu grande reivindicador".

"São dois homens e duas épocas que conseguem se enlaçar e conectar (...) É impossível entender a estrutura do pensamento político de Hugo Chávez e do projeto do socialismo do século XXI sem entender profundamente o espírito e a estrutura de pensamento de Simón Bolívar", disse entre os aplausos dos presentes, minutos após o início da cerimônia com o acendimento da "chama eterna" na parte superior do mausoléu.

A inauguração do mausoléu, um espaço de 2.000 metros quadrados que ficará aberto ao público - com uma capacidade para receber até 1.500 pessoas - foi proposta em várias ocasiões devido ao estado de saúde de Chávez, diagnosticado em 2011 com um câncer, cuja localização exata nunca foi divulgada.

Segundo o governo, mais de 1.000 pessoas construíram a estrutura, que teve um custo de 600 milhões de bolívares (95 milhões de dólares).