Autoridades da Malásia voltaram atrás nesta segunda-feira (17) sobre a informação de que o sistema de comunicação conhecido como Acars (sigla em inglês) do Boeing-777, desaparecido desde sábado (8), foi desligado antes do último contato da aeronave.
 
Hishammuddin Hussein, ministro da Defesa e ministro interino do Transporte da Malásia, havia dito que o Acars parou de enviar sinais à 01h07 (horário local), enquanto o último contato feito pelo copiloto dizendo que estava "tudo bem" foi à 1h19.
 
No entanto, Ahmad Jauhari Yahya, chefe executivo da Malaysia Airlines, disse hoje que o Acars deveria ter enviado um sinal à 1h37, o que não foi feito. Assim, o equipamento pode ter sido desativado em qualquer momento dessa meia hora.
 
Dois minutos após o último contato do copiloto, o transponder, outro sistema que informa sobre a localização do avião, parou de funcionar ou foi desligado.
 
A interrupção dos dois sistemas fez com que os investigadores considerem a hipótese de desligamento deliberado ou coagido como a mais provável.
 
A polícia tem investigado o piloto Zaharie Ahmad Shah, 53, e o copiloto, Fariq Abdul Hamid, 27, segundo o Ministério do Transporte.
 
O voo MH370, que partiu de Kuala Lumpur à 0h41 do sábado (8) com destino a Pequim, ainda foi captado por um radar militar às 2h15 e por um satélite de comunicação às 8h11.
 
Com essas informações, é possível afirmar que o avião mudou de direção, para o oeste, entre a Malásia e o Vietnã, e continuou voando por quase sete horas. A área de busca foi ampliada para duas possíveis rotas: um corredor ao norte, que vai ao sul do Cazaquistão, e um corredor ao sul que vai ao Oceano Índico.
 
O Ministério das Relações Exteriores da Malásia enviou notas diplomáticas a todos os países por onde passam os corredores norte e sul pedindo informação sobre seus radares e satélites.
 
Hoje 26 países participavam das buscas. Austrália e Indonésia lideram as operações ao sul, enquanto os EUA concentram sua ação no mar de Andaman e no golfo de Bengala, próximo à Índia.
 
Três analistas franceses em segurança na avião civil chegaram à Malásia para participar das investigações e para ajudar com sua experiência no acidente do voo 447 da Air France que desapareceu em pleno voo, quando viajava do Rio para Paris, em 2009.