Cuba aproveitou as celebrações pelo aniversário de morte de Ernesto Che Guevara neste domingo (8) para afirmar que é preciso se manter alerta frente os "planos colonizadores" dos Estados Unidos, num momentos en que aumentam as tensões entre os dois países após supostos ataques contra diplomatas norte-americanos na ilha.

"Os processos que acontecem na América Latina são expressão evidente destes planos colonizadores (dos Estados Unidos). E no caso do nosso país, expressam o forte interesse de uma reconquista política e econômica que abra espaço ao capitalismo brutal", disse o vice-presidente cubano Miguel Díaz-Canel, que comandou o ato central para comemorar o 50º aniversário da morte de Che Guevara.

"O exemplo colossal de Che perdura e se multiplica dia-a-dia", afirmou Díaz-Canel diante de milhares de pessoas, incluindo o presidente Raúl Castro. "(Ele) nos alertou que o presente não podia converter-se em retorno ao passado".

As tensões entre Cuba e Estados Unidos aumentaram nas últimas semanas, depois que Washington afirmou que seus diplomatas na ilha foram alvo de um aparente ataque à saúde, o que teria resultado na retirada de 60% de seu pessoal da recém inaugurada embaixada em Cuba. O governo cubano assegura que não é o responsável pelo ataque, cuja origem não foi esclarecida.

"Alguns porta-vozes e os meios de comunicação se prestam a divulgar informações incomuns sem provas, com o propósito perverso de desacreditar a atuação impecável" de Cuba, disse Díaz-Canel, enfatizando que a ilha é um destino "seguro" para diplomatas e visitantes.