SÃO PAULO - A vencedora do prêmio Nobel da Paz de 1991 e líder do movimento democrático em Mianmar, Aung San Suu Kyi, foi recebida nesta segunda-feira (28) no Vaticano pelo papa, após ter se reunido em Roma com o chefe do governo italiano, Enrico Letta. 
 
Após o encontro, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que o pontífice "expressou todo seu apreço pelo compromisso da senhora com o desenvolvimento da democracia no país" e garantiu o compromisso da Igreja na causa. 
 
Suu Kyi, por sua vez, em entrevista coletiva, se disse "muito comovida" pelo suporte que recebeu durante sua visita à Itália. "O Santo Padre me disse que as emoções como ódio e medo diminuem a vida e o valor das pessoas. Devemos valorizar o amor e a compreensão para melhorar a vida dos povos", afirmou. 
 
A líder birmanesa reiterou, porém, que ainda não alcançou seu objetivo de "contar com um país verdadeiramente democrático" e que "está claro" que a Constituição de seu país foi escrita para impedi-la de participar das próximas eleições.