ZURIQUE - Luxemburgueses, noruegueses e suíços continuam desfrutando dos níveis de vida mais altos da Europa, segundo uma pesquisa publicada nesta terça-feira (28) pelo Escritório Federal de Estatísticas (OFS), que evidencia os abismos ainda presentes no Velho Continente.

Segundo os dados de 2011 do OFS, a renda média dos suíços, por exemplo, é de 23.069, de acordo com uma moeda fictícia que permite comparar a receita sobre uma base equivalente sem as alterações das taxas de câmbio, contra 18.044 da França ou 12.894 da Espanha.

A renda média na Suíça é quatro vezes maior do que em Romênia, Letônia e Bulgária.

Esta pesquisa mostra que apenas 1,6% da população suíça não pode comer uma refeição completa em ao menos um em cada dois dias, contra 9,7% no restante da Europa.

Esta taxa é particularmente alta nos novos Estados membros da União Europeia, onde 20,5% dos habitantes não podem fazer uma refeição com carne, frango ou peixe ou um equivalente vegetariano em um em cada dois dias. Esse percentual chega a 50,8% na Bulgária e a 29% na Hungria.

As estatísticas do OFS também revelam que 25,6% dos europeus têm dificuldades para chegar ao fim do mês com seu orçamento, enquanto 8,8% estão expostos a privações severas.

A soma da receita de 20% dos mais ricos na Suíça é 4,5 vezes superior à renda acumulada pelos 20% dos mais pobres, enquanto na França é de 4,6 vezes. Na Europa, essa diferença varia entre 3,3 e 6,8 vezes, embora a média se situe em 5,1 vezes.

Os países com maiores desigualdades são Espanha, Letônia, Romênia, Grécia e Lituânia, enquanto os mais igualitários são Islândia, Noruega, República Tcheca, Eslovênia, Suécia e Finlândia.