O jornal satírico "Charlie Hebdo" voltará a colocar uma representação do profeta Maomé em sua primeira capa após o atentado em sua redação, que matou 12 pessoas em Paris, na última quarta (7).
 
Na nova capa, o profeta do islamismo aparece chorando, com a frase "Je suis Charlie" (Eu sou Charile, em francês), lema dos protestos contra o ataque. Acima da imagem, a frase "Tout est pardonné" (Tudo é perdoado). A primeira edição do semanário francês terá uma tiragem de 3 milhões de exemplares, em vez dos tradicionais 60 mil. A capa foi desenhada pelo cartunista Luz, que sobreviveu à tragédia por ter acordado tarde no dia do atentado.
 
O ataque à redação do "Charlie Hebdo" terminou com a morte do diretor do jornal, Stéphane Charbonnier, o Charb, além dos cartunistas Jean Cabot (Cabu), Georges Wolinski, Bernard Verlhac (Tignous) e Philippe Honoré (Honoré).
 
Além deles, outras sete pessoas foram mortas. Os autores da ação, os irmãos Said e Chérif Kouachi, disseram ter agido a mando da Al Qaeda na Península Arábica, filial iemenita da rede terrorista. Os dois foram mortos na sexta (9), em um cerco policial.