O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que falaria por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste domingo. A conversa deve ocorrer no mesmo dia em que oficiais israelenses aprovaram a construção de centenas de novas unidades de assentamento na parte oriental de Jerusalém, desafiando uma resolução da ONU que proíbe a construção de assentamentos naquela localidade e na Cisjordânia.

Netanyahu disse em uma reunião semanal de gabinete que pretendia usar o telefonema para o novo presidente dos EUA para discutir a questão palestina, o conflito na vizinha Síria e as ameaças colocadas pelo Irã.

"Impedir as ameaças iranianas e a ameaça relacionada ao acordo nuclear ruim que foi assinado com o Irã, continua a ser um objetivo supremo do Estado de Israel", disse Netanyahu, de acordo com uma declaração do seu escritório, referindo-se ao marco nuclear que o Irã alcançou com seis potências mundiais, incluindo os EUA em 2015. O Sr. Trump prometeu desmantelar o acordo.

Trump, que tomou posse na sexta-feira, indicou que Israel deve continuar a construir assentamentos nos territórios ocupados, um importante ponto de disputa para os palestinos que vivem lá.

Ele também se comprometeu a transferir a Embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, em um movimento sem precedentes para uma gestão americana que efetivamente reconheceria a última como a capital de Israel. Mas o plano foi condenado por autoridades palestinas que querem Jerusalém Oriental para a capital de um Estado futuro e que afirmam que seu status deve ser decidido como parte de negociações mais amplas entre israelenses e palestinos.