A rádio do grupo radical Estado Islâmico (EI) qualificou, nesta quinta-feira, de "heróis" os autores do ataque ao jornal satírico francês Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos na quarta-feira (7), em Paris.
 
"Os heróis jihadistas mataram doze jornalistas e feriram mais de dez outros que trabalhavam no jornal Charlie Hebdo e fizeram isto para vingar o profeta Maomé", noticiou o boletim da rádio Al Bayane, do EI, que controla grandes partes do território do Iraque e da Síria.
 
Doze pessoas morreram no ataque contra o Charlie Hebdo: oito colaboradores do semanário, entre os quais cinco cartunistas, um visitante do jornal, um funcionário encarregado da limpeza e dois policiais.
 
A rádio do EI lembrou que o periódico "não parou de insultar o profeta desde 2003", em alusão à publicação de caricaturas de Maomé.
 
O ataque não foi reivindicado, mas ao atirar, os atacantes gritavam, "Nós vingamos o profeta!" e "Allah akbar" (Alá é grande), segundo um sobrevivente.
 
Dois irmãos jihadistas, Cherif e Said Kouachi, eram procurados nesta quinta-feira, no âmbito de uma forte operação policial, no norte da França. O primeiro tinha sido condenado, em 2008, por participar de uma rede de envio de combatentes ao Iraque.