Relatórios sobre as 22 crianças que morreram nesta semana após se alimentarem da merenda escolar no leste da Índia confirmam que havia inseticida na comida ou no óleo usado no preparo da refeição, afirmou nesta quinta-feira o doutor Amarkant Jha Amar, que é superintendente da Escola Médica de Patna. Ele declarou porém, que a análise química dos alimentos ainda não ficou pronta.

A refeição foi servida para os estudantes na terça-feira na vila de Gandamal, 80 quilômetros ao norte de Patna, capital do Estado de Bihar. As crianças, com idades entre 5 e 12 anos, passaram mal logo após comerem arroz, lentilhas, soja e batatas. Pouco depois, 22 delas haviam morrido e 25 foram levadas ao hospital.

O doutor Amar afirmou, porém, que essas crianças e o cozinheiro, que também está hospitalizado, não devem sofrer efeitos sérios decorrentes da ingestão da comida contaminada, embora quatro crianças ainda estejam sob cuidados intensivos. "Não haverá efeitos remanescentes. Os efeitos do envenenamento serão eliminados dos tecidos após um certo tempo", disse Amar.

Na quarta-feira, o ministro estadual de Educação de Bihar, P.K. Sahi, declarou que investigações preliminares sugeriam que a comida servida às crianças continha um organofosforado usado como inseticida em plantações de arroz e trigo. Ele disse acreditar que o arroz não foi lavado antes de ser cozido.

Amar disse nesta quinta-feira que os relatórios post-mortem confirmaram que o inseticida estava na comida ou no óleo usado em seu preparo. Segundo ele, as autoridades esperam os resultados dos exames para obter mais detalhes sobre as substâncias químicas.

Moradores locais, porém, disseram que o problema parece ter sido o acompanhamento de soja e batatas e não o arroz. Crianças que não comeram o acompanhamento estavam bem, embora tenham se alimentado de arroz e lentilhas, relataram moradores na quarta-feira. Fonte: Associated Press.