TÓQUIO - A companhia que administra a usina acidentada de Fukushima, Tokyo Electric Power (Tepco), informou ter reativado nesta terça-feira (29) uma segunda unidade de descontaminação de líquido radioativo, um sistema chave para tentar solucionar a crise da água contaminada na central. 
 
A unidade A do "processo avançado de tratamento líquido" (ALPS, em inglês) voltou a funcionar (por enquanto na forma de testes a quente), depois de permanecer inativa por várias semanas devido a problemas diversos. Outra unidade similar também está funcionando desde o final de setembro, ainda que com contratempos de vez em quando. Uma terceira unidade deveria entrar em funcionamento em novembro, destacou a Tepco.
 
Enquanto isso, estas duas unidades (A e C) acopladas devem permitir tratar no total 500 metros cúbicos de água contaminada por dia para extrair dela 62 dos 63 elementos radioativos restantes, anterior à extração com outro dispositivo de césio 134 e 137.
 
Uma vez passado pelo ALPS, o líquido resultante só contém a princípio trítio, embora em quantidade muito elevada para ser lançado no mar. A quantidade terá que diminuir antes de se pensar em liberar a água no oceano Pacífico, algo inevitável cedo ou tarde, segundo o presidente da Autoridade de Regulamentação Nuclear, Shunichi Tanaka.
 
O ALPS, concebido pelo grupo japonês Toshiba, é um dos elementos primordiais da estratégia da Tepco para tratar as 400.000 toneladas de água radioativa acumuladas no local, 300.000 delas em cisternas, quantidade que aumenta todos os dias e não poderá ser armazenada definitivamente, menos ainda nestes depósitos pouco confiáveis.
 
O governo prevê destinar recursos à implantação, no ano que vem, de meios adicionais de descontaminação mais potentes porque o ALPS não é suficiente.