A Ford revelou o Mustang Mach-E no Salão de Los Angeles. O modelo coloca finalmente a marca no mercado de elétricos. Mas o Mach-E vai muito além de ser mais um SUV eletrificado, num mercado em que utilitários e elétricos são a combinação do automóvel do futuro.

O Mustang Mach-E é um golpe de marketing incrível. Se a Ford apresentasse um Kuga elétrico seria apenas mais um na multidão. Mas estampar o pônei na grade (que não tem radiador) foi uma sacada genial. Ela acaba de dizer a todo mundo que virou a chave e cumpre a promessa de lançar carros utilitários, inclusive o Mustang.

Tudo bem que não se trata de uma ideia pioneira. Afinal, a Porsche fez isso há quase 20 anos, com o Cayenne, e a Lamborghini repetiu a receita recentemente com o Urus. Mas não deixa ser uma jogada inteligente. Mas o que será do Mustang “original”?

Claro que o esportivo com seu motor V8 quase sexagenário seguirá em linha. Afinal, o Mustang é um sucesso de vendas. Se, por aqui, é uma fortuna, lá tem versões acessíveis com motores compactos, mas que ainda assim satisfazem o desejo de ter um muscle car. A Ford mesmo já deixou claro que o único carro de passeio que será atualizado no futuro será o Mustang.

Mas vamos voltar ao Mach-E. O SUV coloca a marca num segmento em que ela acompanhava a distância. Até então, a Ford se dedicava a versões híbridas do Fusion, Edge, Explorer e do Escape (versão americana do Kuga). O Mach-E é totalmente elétrico e disruptivo, por isso precisa de uma embalagem especial.

Visualmente, o Mustang Mach-E reproduz elementos do cupê, como a parte frontal da atual geração, a cadência da fastback da traseira e as lanternas com três filamentos verticais. Por dentro, o painel em duas peças foi mantido, mas é eclipsado por uma imensa tela vertical da central multimídia Sync, com 15 polegadas e quadro de instrumentos digital de 10 polegadas. Nada mais justo para um Mustang do futuro. Ele ainda conta com sistema de áudio Bang & Olufsen, além de teto solar panorâmico.

Sob o capô
O Mach-E será vendido com três opções de potência: 259 cv, 336 cv e 465 cv. A primeira tem tração apenas traseira e as demais são integrais. A versão mais potente, a GT, é capaz de acelerar de 0 a 100 em 4,0 segundos, o que faz dele um dos SUV’s mais rápidos do mercado.

Ele ainda conta com três modos de direção que elevam a performance, mas também penalizam a autonomia, prevista para 480 quilômetros (no padrão EPA). O SUV também oferece duas opções de baterias. A versão de entrada conta com 75,7 kWh e a de maior performance 98,8 kWh.

A Ford explica seu processo de recarga por quilometragem. Segundo a fabricante, para rodar 50 quilômetros é preciso uma hora de recarga em Wallbox doméstico. Direto na tomada são 35 km para cada hora espetado. Já em um eletroposto é possível obter 150 quilômetros de autonomia em apenas 20 minutos.

Vendas
O Mustang Mach-E chega ao mercado norte-americano no final do ano que vem. Provavelmente deverá ser importado para outros mercados, inclusive o Brasil. Mas são apostas para depois de 2022.