Apesar de jamais conseguir superar a áurea do clássico RX-7 de terceira geração, o Mazda MX-5 (Miata) é sem dúvida o modelo mais carismático e popular da marca japonesa. O pequeno conversível foi o responsável pelo retorno dos roadsters, que são automóveis descapotáveis de apenas dois lugares que fizeram sucesso nas décadas de 1950 e 1960. Depois do Miata, pipocaram representantes da mesma maneira que se multiplicam utilitários-esportivos (SUV) atualmente. BMW, Audi, Porsche, Pontiac, Opel, Fiat, Toyota, Honda e outra mão cheia de fabricantes lançaram os seus. E depois de tanto tempo, o MX-5 ganha uma versão fechada.

Apresentado no Salão de Nova York, o MX-5 RF (Retractable Fastback) adiciona largas colunas posteriores às portas para sustentar o teto rígido que pode ser recolhido.

Esteticamente, o resultado causa estranheza num primeiro momento. Afinal, sempre se viu Miata sem teto por quase 30 anos e as únicas opções de cobertura era a cobertura de tecido ou uma capota em composto plástico que podia ser afixada à carroceria, vendida como acessório. Mas basta olhar por alguns segundos observando-o de perfil, que logo vem a imagem do RX-7. Aberto ele tem estilo Targa, em que apenas o teto é removido.

Assim como boa parte dos roadsters que utilizam capota metálica, que vão desde o clássico Honda CR-X Del Sol ( que fez sucesso por aqui nos anos 1990), a esportivos mais sofisticados como os alemães BMW Z4, Mercedes-Bens SLK, Porsche 911 Targa e até mesmo supercarros como Ferrari 488 Spider e Lamborghini Huracán Spyder, o teto se esconde por um engenhoso mecanismo que suspende parte da carroceria para esconder a cobertura.

Mecânica

Debaixo da nova carroceria, o MX-5 RF mantém o mesmo conjunto mecânico do roadster, com opções de motor 1.5 de 130 cv e 15 mkgf de torque e 2.0 de 160 cv e 20 mkgf. Pode parecer pouco mas para um carrinho compacto, leve e com tração traseira é mais que o necessário.