As tragédias de Mariana e Brumadinho, ocorridas em curto espaço de tempo e que mataram cerca de 300 pessoas, produziram, especialmente na população mineira, o sentimento de que a mineração é uma vilã e deve ser banida. No entanto, a dependência dessa indústria que tem Minas Gerais e mesmo a vida moderna deve gerar um raciocínio diferente, acredita o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe. 

Na leitura dele, pode ser feita uma reflexão sobre a demonização em torno da mineração. “Acredito que nós, mineiros, somos mineiros. A mineração está em nossas raízes e o evento de Brumadinho nos fez olhar de forma diferente para essa indústria. Mas, o que precisamos é que o trabalho seja feito com redução de impactos e prevenção”.

As declarações do presidente da Fiemg foram dadas durante coletiva de imprensa no Expominas, onde acontece, até dia 12, o Minas Trend, maior salão de negócios de moda da América Latina e que é realizado pela Federação das Indústrias.

De acordo com o dirigente, toda a vida está permeada pelos produtos gerados pelo setor. “A gente não existe sem a mineração. A água que você toma é tratada por minerais. O carro que anda depende dela, também, incluindo o combustível. O tratamento de uma roupa em poliamida ou poliéster, idem”.

Aproveitando a introdução do assunto, Roscoe lançou um desafio para o diretor-criativo do evento, o estilista Ronaldo Fraga: criar o tema da próxima edição em cima da mineração. “Podemos contribuir com isso. Desafio aqui o Ronaldo a criar sobre este tema para nossa próxima edição, em outubro”.

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