Subiu para 276 o número de mortos no ataque com caminhões-bomba na Somália, segundo o ministro da informação do país, Abdirahman Osman. Outras 300 pessoas ficaram feridas, muitas com gravidade. O governo responsabiliza o grupo extremista al-Shabab, que ainda não se pronunciou. Em publicação no Twitter, Osman classificou o ataque como cruel e disse que países como Turquia e Quênia ofereceram ajuda médica. Os hospitais estavam lotados um dia após o atentado, que teve como alvo uma rua movimentada próxima de vários mistérios do governo.

O presidente da Somália, Mohamed Abdullahi Mohamed, declarou três dias de luto e pediu que a população doe sangue aos hospitais.

Os Estados Unidos condenaram o ataque na Somália. "Ataques covardes como este revigoram o compromisso dos EUA em ajudar nossos parceiros africanos no combate ao terrorismo", diz comunicado. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Antonio Guterres, pediu "união diante do terrorismo".

A explosão ocorreu dois dias após um encontro entre o chefe do Comando dos EUA na África e o presidente da Somália e também dois dias depois de o ministro da Defesa e do chefe do exército do país renunciarem por motivos não revelados.

Neste ano, militares norte-americanos intensificaram ataques de drone e outros esforços contra o al-Shabab na Somália. 

Fonte: Associated Press.


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