“Juntos somos melhores e mais fortes”. Foi com essa filosofia que Olindo Batistelli, seus irmãos Vilfredo e Leandro e a mulher dele, France, se uniram e investiram na fabricação artesanal de perfumes e reparadores de cabelo, por meio do Projeto Mãos de Minas, em 1996.

Da junção de ideias, expertise e capital, nasceu a Mutari, que de uma pequena fábrica se transformou em indústria de cosméticos um ano depois. De 1997 para cá, muitos foram os avanços. Hoje são mais de 300 produtos, cuja maior parte é destinada a profissionais da área da beleza. Ao todo, são 500 distribuidores que atendem a 100 mil salões no país. A região Sudeste responde por 50% dos negócios, dos quais 25% em Minas Gerais.

Entre as metas da empresa familiar está a expansão no mercado externo, que corresponde a 3% do faturamento. Desse total, um terço das exportações é voltado para o Oriente Médio, segundo o diretor-presidente, Olindo Batistelli.

“De tudo o que é exportado, 50% são produtos da linha de transformação da forma, cor e tratamento de cabelos”, diz.
Com um centro de distribuição em Orlando (EUA), inaugurado no ano passado para atender aos distribuidores locais, a empresa prepara abertura de outra unidade, até o final de 2017, na Inglaterra. “Também estamos trabalhando com o Mercosul”, conta. O investimento para abertura de cada centro gira em torno de US$ 100 mil.

Outra aposta da Mutari é o fortalecimento do e-commerce, que entrou em operação no início deste ano. Na loja virtual, o consumidor encontra mais de 100 itens de linhas de cuidados diários. Também faz parte do planejamento da empresa a montagem de escolas de qualificação e aperfeiçoamento profissional. O projeto-piloto será implantado em Belo Horizonte, até o final deste ano.

“Já estamos fazendo levantamento dos custos. Vamos fazer parcerias para ministrar os cursos”, afirma o diretor-presidente. Para 2017, a expectativa é de alta de 5% do faturamento ante 2016.

Ao lembrar a trajetória da Mutari, Olindo Batistelli ressalta que tudo começou em uma pequena fábrica de 100 metros quadrados, que funcionava nos fundos da casa dos pais, em Belo Horizonte. Ele, mais dois irmãos e a mulher, que é farmacêutica, já tinham expertise na área de cosméticos por terem trabalhado no segmento. Então, deram início a produção de perfumes contratipos (desenvolvidos com base nas notas encontradas em um outro perfume) e reparadores de ponta para cabelos que eram vendidos para armarinhos de BH e outras cidades.

Com um ano de atividade, a produção alcançou 5 mil unidades por mês. Seis meses depois, a empresa já era um sucesso e o faturamento estourou. Os sócios adquiriram um galpão de 500 metros quadrados no bairro Castelo, para onde a fábrica foi transferida. De seis profissionais na equipe, o número subiu para 20. E a expansão nunca mais parou.