PARIS - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente francês, François Hollande, participaram nesta quinta-feira (1°) de uma cerimônia em uma escola judaica no sudoeste da França em memória de três crianças e de um rabino mortos por um atirador islâmico.
 
O memorial na escola Ohr Torah atraiu alunos e seus pais, além do rabino-chefe da França, Gilles Bernheim, e de Eva Sandler, casada com o franco-israelense Jonathan, e mãe de dois filhos, todos mortos a tiros no dia 19 de março por Mohamed Merah, um assassino inspirado pelas ações da Al-Qaeda.
 
Os tiros disparados por Merah na cidade de Toulouse também tiraram a vida de três paraquedistas franceses alguns dias antes. Os ataques do atirador, morto em um cerco policial, elevaram o sistema de alerta de terrorismo francês ao nível mais alto na região.
 
A cerimônia começou com um discurso de Arie Bensemoun, chefe local da principal associação judaica da França. "Esta é uma cerimônia muito específica, é muito rica em emoção... rica em fraternidade e rica em conciliação", disse Netanyahu.
 
O diretor da escola, Yaacov Monsenego, que perdeu sua filha de oito anos Miriam no ataque, chorou muito ao se dirigir aos presentes. "Minha vida como marido, como pai, como o diretor de uma escola virou de cabeça para baixo", disse. "O ataque nos mergulhou na escuridão", afirmou.
 
Na semana passada, a polícia francesa divulgou um relatório que expôs várias falhas em uma investigação sobre o atirador realizada antes de seus ataques. 
 
A visita conjunta de Hollande e Netanyahu enviou "uma mensagem muito forte de unidade contra este perigo que ameaça toda a Humanidade", disse Nicole Yardeni, presidente do Conselho de Instituições Judaicas francesas na região de Midi-Pirineus.
 
Um forte esquema de segurança foi montado no local, o que fez um policial afirmar: "Netanyahu é uma das figuras mais protegidas do mundo, juntamente com o Papa e com o presidente dos Estados Unidos".
 
A França é o lar de entre 350.000 e 500.000 judeus, de acordo com estimativas.