Ela trocou o passaporte (mexicano pelo argentino) e, se no visual aparenta ser a mesma, chega com novidades. Opção mais do que válida na guerra das picapes com uma tonelada de carga, a Nissan Frontier de 12ª geração passou a ser trazida da planta de Santa Isabel, em Córdoba, de onde também sairão as “irmãs” Renault Alaskan e Mercedes Classe X.

A primeira e mais clara mudança é o aumento no número de versões. Frotistas e empresas passam a contar com a opção da espartana S, com câmbio manual de seis marchas e uma versão de turbina única do motor 2.3 16V diesel (160cv, ou 30 a menos do que a configuração biturbo das demais opções).

Além disso, volta a versão ‘aventureira’ Attack, com adesivos estilizados, rack de teto, rodas escurecidas e santantônio. A intermediária SE dá lugar à XE e a LE, que já era topo de linha, ganha em conteúdo, com câmera 360° e rodas aro 18. Ela e a XE contam com luz diurna (DRL) e farois em LED.

E a mudança do Guacamole para o Chimichurri não foi troca de “seis por meia dúzia”, como poderia parecer. A engenharia da montadora japonesa aproveitou para fazer ajustes e aprimoramentos em vários setores, com base no retorno dos potenciais compradores e na experiência acumulada nas quatro fábricas de onde sai a Frontier.

A suspensão traseira Multilink (sobre eixo rígido, é bom lembrar) ganhou novas molas, num esforço para diminuir a torção e aumentar o conforto. 

Mudaram também a geometria e o revestimento do assento traseiro, que conta não com um, mas dois ganchos de fixação do assento infantil pelo sistema Isofix. 

O chassi recebeu reforços em pontos considerados chaves – segundo a Nissan, foram mais de 300 mil quilômetros andando pelas imensidões e buraqueiras da terra de Diego Maradona para avaliar a eficiência do conjunto.

Já o painel digital ganhou uma bem-vinda bússola digital – útil especialmente para as regiões com sinal precário de celular – e um termômetro externo.

Quanto custa
Os preços sugeridos para a Frontier argentina partem dos R$ 136.190 da S 4x4 (que já estaria animando as concessionárias, de olho nos clientes pessoa física).

A Attack, posicionada logo acima, tem valor de R$ 154.190 e está disponível nas cores Vermelho Alert, Preto Premium e Branco Aspen. 

A XE ‘estaciona’ nos R$ 172.800, enquando a LE se aproxima dos R$ 200 mil – mais precisamente R$ 193.290, o que a montadora justifica com o “banho de loja” que a colocaria alinhada com as versões topo de linha da concorrência, destinadas a quem quer e pode pagar mais e valoriza mimos como a função “Zero Gravity” do assento do condutor, desenvolvida pela NASA e que pressiona a coluna para reduzir o desgaste ao volante.