Dividir ações, participar, praticar e assumir responsabilidades permanentes na criação dos filhos são caminhos inquestionáveis para o pai. Neste segundo domingo de agosto (8), mais do que celebração pelo Dia dos Pais, especialistas chamam atenção para que a figura masculina não fique restrita à figuração. Materiais e entrevistas produzidos por veículos da EBC nos últimos anos reverberam este movimento, que ficou conhecido como paternidade ativa. 

Em 2019, o escritor Beto Bigatti, que pesquisa as questões da paternidade, foi um dos convidados do programa Sem Censura, da TV Brasil. "(Antes) Havia pais que tinham receio de demonstrar carinho. Vejo hoje que pais que participam mais se sentem muito mais homens do que aqueles que fugiram da paternidade". Outros convidados do programa também abordaram questões de saúde e beleza masculinas. 

Em 2017, o telejornal Repórter Brasil, também da TV Brasil, ouviu homens sobre paternidade ativa. Entrevistados defenderam a ideia de masculinidade como alguém parceiro das atividades, e não apenas como o responsável por prover a família. A reportagem também trata da importância da ampliação da licença-paternidade, a fim de maior participação do homem logo depois do nascimento da criança.

Para o advogado Charles Bicca, autor do livro Abandono afetivo: o dever de cuidado e a responsabilidade civil por abandono de filhos, a ausência paterna pode ter reflexos no comportamento social e psicológico de crianças e adolescentes.

O material documental "Entre o Céu e a Terra", que foi ao ar na TV Brasil em 2017, destacou que a visão de um pai com atribuições limitadas precisa dar vez a uma maior participação masculina, a fim de as atribuições sejam divididas. O programa analisa ainda aspectos transcendentais e a visão das religiões para o papel do pai na constituição familiar.

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