O segmento de sedãs compactos vive um período de efervescência, que se iniciou há cerca de três anos com os anúncios de Volkswagen Virtus, Fiat Cronos, Toyota Yaris e mais recentemente, Chevrolet Onix Plus. Trata-se de uma categoria se definiu bem, assumiu o papel que há poucos anos era dos médios, que se tornaram carros de luxo. Mas há 35 anos, o cenário é bem diferente do atual.

Em março de 1985, a Fiat lançou o Prêmio, modelo derivado do Uno, que ficou em linha por 10 anos. Ele chegou para substituir o Oggi, que derivava do 147, e foi substituído pelo Siena, na segunda metade dos anos 1990.

Visualmente, o Prêmio ainda é um carro que agrada. Suas formas retilíneas e simples deixam claro que se trata de um Uno com porta-malas destacado. Mas esteticamente o resultado é interessante. Em seus 10 anos de mercado, passou por leves ajustes nos faróis, grade e para-choques.

Rivais
Naquela época o Prêmio concorria com Chevrolet Chevette, Volkswagen Voyage e Corcel II. Todos com apenas duas portas, que era usual na época, já que o custo de produção era mais baixo. Tratava-se de um projeto local, que recorria ao ferramental e maquinário utilizado no Uno.

Nos anos 1980 quem quisesse a comodidade das portas extras precisaria apostar num Opala ou Santana. Mas, na virada dos anos 1990 o Prêmio recebeu opção com quatro portas, assim como o Uno e a perua Elba.

Técnica
Equipado com motor 1.5 de 71 cv e 12,3 mkgf de torque, a unidade era mais fraca que o 1.6 do Chevette, mas era capaz de resolver sua função de carro de família. O porta-malas de 530 litros ainda é uma referência, sendo superior ao neto Cronos (520 litros). Um dos trunfos do sedã para ganhar espaço no bagageiro era o fato de o Prêmio, assim como o Uno, ter se pneu estepe acondicionado no capô.

Uma das primazias do modelo foi o uso do computador de bordo, com funções de média de consumo, autonomia e média de velocidade. Em seus 10 anos de produção, o sedã teve 180 mil unidades produzidas.