Este mês, conhecido como Novembro Azul, é dedicado à campanhas de prevenção e conscientização sobre o câncer de próstata, a segunda maior causa de mortes entre homens no Brasil. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que a doença mata 14 mil pessoas a cada ano no país, e que um em cada seis homens têm câncer de próstata. 

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Além do imprescindível exame de toque anual, é possível também prevenir a doença mudando alguns hábitos, a começar pela alimentação. O nutrólogo e médico generalista Lucas Penchel explica: "Assim como a maioria das neoplasias, o câncer de próstata também tem relação com o histórico familiar e o estilo de vida. Por exemplo, homens que têm parentes de primeiro grau com a doença, estão acima do peso, têm alimentação ruim, são tabagistas e sedentários, tem uma propensão maior à doença".

Os principais alimentos que ajudam na prevenção e até no tratamento da doença são os que contém licopeno (substância responsável pela cor avermelhada), que pode ser encontrado no extrato de tomate. Algumas evidências mostram que uma dose de 20mg a 40mg por dia da substância pode ajudar a evitar ou tratar o câncer de próstata", explica. Outros alimentos que contém o licopeno são a melancia e a goiaba. 

Segundo o especialista, as crucíferas (vegetais como o repolho, a couve-flor e o brócolis)  também ajudam a prevenir a doença, uma vez que possuem propriedades antineoplásicas. Além disso, outra questão da doença são os radicais livres, moléculas que promovem a oxidação das células. "Por isso também é importante tomar antioxidantes por meio dos alimentos que têm vitamina C, como acerola, goiaba, morango e até mesmo a laranja, embora das frutas cítricas ela seja a que tem menos vitamina C", explica Penchel. 

Exames e tratamento médico são indispensáveis

Como complemento à mudança de hábitos, ele recomenda ainda manter um bom padrão de sono, dormindo por pelo menos oito horas e de forma interrupta para acordar bem, praticar atividade física regularmente, reduzir o consumo de alimentos enlatados e industrializados e eliminar o cigarro. 

Mas vale lembrar que essas recomendações devem ser complementares ao tratamento oncológico para quem já tem a doença e, para quem não tem, além desta mudança de hábitos, os exames de rotina são indispensáveis. 

Isso porque o alto índice da doença é também fruto do preconceito masculino com o exame de toque, essencial para o diagnóstico. O levantamento do Inca mostra, ainda, que metade dos brasileiros nunca foram a um urologista. No entanto, a única forma segura de se precaver da doença é a consulta clínica. Homens a partir dos 50 anos devem realizar o exame anualmente. Já os que têm histórico de câncer de próstata na família devem começar o controle mais cedo, a partir dos 40 anos.   

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