O Nissan Sentra ficou marcado pelo apelido de Tiozão, fruto da campanha publicitária da própria marca que brincava com o estilo senhoril dos sedãs médios. A nova geração do modelo já foi apresentada lá fora e inclusive tem registro no Brasil. No entanto, ainda demora para chegar por aqui, seguindo compasso de quem sabe a hora certa de aparecer. A prioridade da Nissan é o lançamento do novo Versa, que também foi renovado esse ano e chega por aqui nos próximos meses. 

A Nissan evita comentar como será a chegada do novo Sentra. Por hora, limita-se a dizer que o projeto ainda está em estudo. Mas fato é que ela terá que importá-lo, vez que a atual geração, produzida no México, deverá deixar de ser fabricada nos próximos meses para dar lugar ao novo modelo.

Em 2020, o Sentra atual ainda seguirá em linha por aqui, com uma versão mais enxuta e volume perto de 3,5 mil unidades. Números que correspondem ao desempenho do modelo este ano.

O carro
O sedã ganhou desenho imponente, que segue o padrão visual inaugurado pela atual geração do March (uma à frente do modelo vendido por aqui) e também do novo Versa. Nos EUA ele terá três versões: S, SV e SR. A última tem estilo esportivo e troca as rodas aro 16 por um conjunto de 18 polegadas.

Por dentro, o sedã oferece acabamento refinado e lista de equipamentos que inclui ar-condicionado digital, multimídia (com tela de oito polegadas, Android Auto, Apple CarPlay, câmera de ré), ar-condicionado digital de duas zonas, controle de cruzeiro adaptativo, além do sistema Shield 360º, que inclui uma série de sensores para alertar o motoristas sobre possíveis acidentes. 

Sob o capô, o Sentra recebeu um novo motor 2.0 que eleva a potência para 150 cv. Nos Estados Unidos, principal mercado do modelo, era oferecido com uma unidade 1.8 de 140 cv, a mesma potência do 2.0 oferecido por aqui. Não é nenhum motor revolucionário, mas se adequa à proposta do Sentra nos EUA, onde ele figura como modelo de acesso, um degrau acima do Versa.

Parcimônia 
Em termos de produto, o novo Sentra surge como uma opção em consonância os atuais representantes do segmento, mesmo que falte um motor turbo ou opção híbrida. No entanto, a Nissan não tem pressa em trazê-lo para cá. E há razões plausíveis para isso.

Como já foi dito, para 2020 o principal foco da marca é a chegada do novo Versa, que poderá vir do México (numa etapa inicial) e com grande chance de nacionalização a posteriori. 

Outro fator que impacta em seu lançamento é que o Sentra é um produto estratégico nos mercados norte-americano e mexicano. Assim, nessa primeira fase de produção há um direcionamento para abastecer esses mercados. 

E a terceira razão (e também mais importante) é o dólar. O novo Sentra ficou mais sofisticado e consequentemente mais caro para se comprar na mão dos mexicanos. Nos Estados Unidos ele deverá partir dos US$ 19 mil (R$ 77 mil), enquanto a atual geração parte do equivalente a R$ 73 mil. 

Por aqui, o sedã tem preço inicial de R$ 89 mil e para a Nissan se manter competitiva ela teria que cortar na margem. Se fosse um carro feito aqui, até que seria justificável reduzir o lucro unitário em nome do volume, mas como se trata de um modelo importado, não há razão para fazer tamanho esforço. 

Por estas e outras a Nissan seguirá com a atual geração até esgotar seus estoques para aí, sim, lançar o novo Sentra por aqui.