Presidente empossado da Federação das indústrias de Minas Gerais (FIEMG), o industrial da área têxtil Flávio Roscoe garantiu que o setor caminhará com a sociedade em interesses econômicos e sociais que promovam o desenvolvimento econômico. Roscoe pediu a redução da carga tributária, criticou a reoneração da folha de pagamentos (em estudo pelo Congresso) e a entrada em vigor do e-social e do bloco k para empresas. A reoneração tem por objetivo compensar a União pela perda de receita com a Cide e PIS/COFINS sobre combustíveis. 

De forma escalonada, a União cobra dos industriais uma série de informações que fazem parte da adesão de todos ao e-Social. "Já solicitei ao presidente que olhe essa questão. É uma medida que foi tomada em gestões passadas e entra em vigor agora" disse. 

Roscoe já havia pedido ao presidente para que, no primeiro momento, as multas e penalidades possam ser educativas. As empresas terão que repassar ao governo federal dados de todos os trabalhadores, como folhas de pagamento, segurança, admissões, desligamentos e até informações sobre a saúde dos empregados. Para o presidente da Fiemg, é preciso um tempo para que as indústrias possam se adaptar. 

Pela proposta do governo, no cruzamento de dados, se houver informações que não batem, o empregador será punido. Também existe penalidade para quem não enviar todos os dados. 

Já o Bloco K é uma versão digital do Livro de Escrituração e Estoque em que as empresas são obrigadas a detalhar todas as especificações de produtos. "O bloco k e o e-social são uma tragédia para o industrial. Acaba com o sigilo indireto e tira a privacidade também de dados do trabalhador" afirmou Roscoe.

GREVE

Roscoe classificou a crise provocada pela greve de caminhoneiros como grave. Segundo ele, a indústria mineiro sente os efeitos da paralisação. 

A posse do industrial foi prestigiada pelo presidente Michel temer (MDB), pelo governador Fernando Pimentel e por grande parte da bancada mineira, como a deputada Raquel Muniz (PSD).

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