A General Motors soube se reinventar após a crise econômica de 2008 que quase fez a gigante fechar as portas. De lá para cá, a empresa ajustou e mirou na China. A terra dos pandas passou a ser o centro de desenvolvimento e produtos, em que há linhas para mercados emergentes, no qual o Brasil se encaixa. Foi lá que nasceu o Chevrolet Onix Plus. E também é de lá que sai a nova geração do Tracker, que estreia por aqui em 21 de março, conforme anunciado numa caricata campanha publicitária.

Assim o SUV virou o grande assunto do momento. No universo automotivo é um tema em alta, cheio de especulações, investigações e vazamentos de informações, para o regozijo da GM. 

 

E há razões para tanto. O Tracker passa a ser um produto nacional, fabricado em São Caetano do Sul. Deixou de ser um SUV mexicano, com projeto voltado para o mercado norte-americano, para se adequar às demandas de mercados em desenvolvimento. 

Segue a cartilha de modelos como Renegade, Kicks, HR-V, Creta e os demais jipinhos citadinos, que movimentam o segmento mais aquecido do mercado. 

Arapongagem
A marca fez a distribuição do carro na própria rede. O plano é ter o carro disponível assim que fizer sua apresentação oficial. Assim, iniciou-se uma corrida para flagrar os carros, que estão “escondidos” nas concessionárias. 

Percorrendo as revendas da Região Metropolitana de Belo Horizonte, numa delas flagramos o jipinho em diferentes versões de acabamento e pudemos conferir detalhes de acabamento e conteúdos. 

E nessa toada todo mundo quer saber como será o carro. E vamos lá! 

Tracker, Onix e Onix Plus são companheiros de plataforma. Compartilham conjunto mecânico, equipamentos e até mesmo boa parte da decoração interna. Então tudo que existe nas versões Premier do hatch e sedã estará no Tracker.

Chetrolet Tracker 2021

Fabricado em São Caetano do Sul, novo Tracker compartilha base e componentes com o Onix

Assim, podemos esperar que a versão topo de linha conte com ar-condicionado digital, multimídia (com Android Auto, Apple Carplay, câmera de ré e conexão 4G), sensores dianteiros e traseiros, sensor de ponto cego, retrovisores elétricos e assistente de manobras (Park Assist).

Seus motores já estão confirmados. O Tracker substitui o irrepreensível motor Ecotec 1.4 turbo de 153 cv pelas unidades 1.0 de 116 cv e 1.2 de 133 cv, que também recorrem ao turbocompressor. A transmissão será automática, de seis marchas. Não se sabe se ele terá opção manual para compor base de gama. 

Os preços também oscilam nas previsões. Apostas sugerem valores entre R$ 70 mil e R$ 115 mil. O valor de entrada seria para a versão PCD, que não pode ultrapassar o limite que garante isenções tributárias. 

No entanto, o site da Quatro Rodas publicou matéria no último dia 12, indicando que o carro custará de R$ 90 mil a R$ 120 mil. A publicação ilustra a reportagem com uma tela que seria do sistema de um concessionário, onde é possível conferir os preços e as versões. 

Na RMBH, um consultor de uma concessionária disse que o carro poderia chegar perto dos R$ 130 mil, na versão Premier, dependendo do pacote de conteúdos.

A matéria da Quatro Rodas ainda cita que a versão PCD tem sido negociada por R$ 57 mil, valor bem abaixo do teto de R$ 70 mil.