SÃO PAULO - O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu aos legisladores para ir para casa comemorar o Natal e então voltar a Washington para aprovar um plano de orçamento mais modesto e evitar a crise do abismo fiscal. "Isso é algo que está dentro de nossa capacidade de resolver, não dá muito trabalho, temos apenas que fazer as coisas certas", disse ele, pedindo aos congressistas para aprovar a legislação na semana que vem, antes de 1º de janeiro.

O chamado abismo fiscal é o enxugamento de US$ 600 bilhões em dinheiro público previsto para o ano que vem. Esse enxugamento é fruto de uma combinação entre a extinção, no final de 2012, de uma série de "alívios fiscais", na forma de impostos e tributos menores, e a entrada em vigor, no início de 2013, de novos cortes novos de gastos públicos federais. Caso o enxugamento aconteça, é muito grande o risco de os EUA voltarem à recessão.

Obama anunciou que conversou hoje por telefone com o presidente da Câmara dos Deputados, o republicano John Boehner, e se reuniu na Casa Branca com o chefe da maioria democrata no Senado, Harry Reid.

O presidente pediu a ambos que trabalhem "em um plano para evitar uma alta dos impostos à classe média, proteger o seguro desemprego recebido por dois milhões de norte-americanos e estabelecer as bases de trabalhos futuros tanto sobre o crescimento como a luta contra o déficit".
"Podemos alcançar essas metas em dez dias", declarou o presidente.

Havaí

"Vejo você na semana que vem", disse Obama, dirigindo-se aos repórteres, sem especificar, no entanto, onde ele iria passar o recesso do Natal. A Casa Branca, no entanto, confirmou que o presidente e sua família partiriam para o Havaí, terra natal de Obama - o que já era esperado, visto que o mandatário tem passado todos os anos a data em Honolulu.

A Casa Branca não especificou, porém, quando Obama retornaria a Washington.