Brasília – Com o aval do presidente do PSDB, senador Aécio Neves, a oposição quer acelerar a tramitação do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.

A ideia inicial é obstruir todas as votações da Casa no plenário, único local ainda em funcionamento, uma vez que nenhuma das comissões permanentes foi instalada ainda.

Aécio foi procurado na manhã dessa sexta (4) por grupos de oposição, aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O objetivo é unificar mais rapidamente o discurso pró-impeachment.

Oficialmente, o senador Aécio Neves, publicou nota na qual afirmou que “o dia de hoje (sexta) exigirá de todos nós coragem e serenidade”. A fala foi uma referência à ofensiva da Operação Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Os graves indícios de irregularidades e crimes cometidos à sombra do projeto de poder do PT finalmente estão vindo à luz . Vamos continuar apoiando as investigações”, escreveu o tucano.

Nos bastidores, a expectativa é que a escalada das ações contra nomes importantes do PT e do governo acabe favorecendo um realinhamento entre a oposição e o PMDB, partido do vice-presidente da República, Michel Temer. Ele seria o beneficiário de um impeachment da presidente Dilma Rousseff.

PSDB Estadual

Em Minas, o presidente estadual do PSDB, deputado federal Domingos Sávio, disse que espera que a Justiça consiga cumprir o seu papel, que, segundo ele, é conduzir Lula à cadeia.

Domingos Sávio também reafirmou o compromisso do PSDB em lutar para que o processo de impeachment da presidente Dilma possa ser concluído de forma imediata, já que a delação premiada de Delcídio do Amaral teria como alvos a presidente Dilma e o ex-presidente Lula.

Segundo Sávio, não será feito um novo pedido de impeachment, mas um aditivo ao processo já instaurado para que o crime de obstrução da Justiça – conforme teria sido denunciado por Delcídio – seja incluído.

*Colaborou Álvaro Castro com agências Folhapress e Estado