O Palácio das Mangabeiras já é, oficialmente, um imóvel de uso público. Romeu Zema (Novo) assinou na tarde desta quarta-feira (12) o despacho que transfere a administração do Palácio à Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge). O primeiro evento previsto para o espaço é a Casacor, reconhecida como a maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas, que deve acontecer entre agosto e outubro deste ano.

Na cerimônia, o governador se declarou satisfeito com a concretização de um compromisso de campanha. "Até 31 de dezembro, no Palácio das Mangabeiras trabalhavam 32 funcionários exclusivos para atender o governador e sua família. Esse gasto, desde o dia 1º de janeiro, foi reduzido a zero. Não moro aqui, aluguei uma casa próxima à Cidade Administrativa e evitamos essa despesa. Em um Estado falido, o exemplo tem que vir de quem governa”, afirmou.

O espaço, que antes servia como moradia para o governador em mandato, vai ser estudado pela Codemge e deve ser utilizado como equipamento cultural. A administração se dará por meio de um convênio entre o executivo estadual e a Codemge. Segundo o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Marcelo Matte, um dos eventos já previstos para o local é a Casacor, no final de agosto. A organização do evento será responsável por realizar uma série de obras de recuperação e preservação definidas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha). "O importante é que o governo do Estado vai receber de volta, por meio da Codemge, um imóvel totalmente recuperado, em melhores condições do que temos agora”, declarou o secretário.

O termo assinado nesta quarta-feira tem vigência de quatro anos e a gerência da Codemge sobre o prédio deve ter fim quando forem concluídos estudos acerca da utilização definitiva do espaço. Entre as atribuições da empresa estão a gestão, operação e exploração do imóvel, incluindo a manutenção de suas características arquitetônicas e em compatibilidade com a estrutura existente.

O palácio das Mangabeiras tem projeto inicial de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, com jardins planejados pelo paisagista Roberto Burle Marx, e foi inaugurado em 1955 durante a gestão de Juscelino Kubitschek no governo do Estado. O edifício e sua área adjacente pertencem ao perímetro de tombamento do Conjunto Paisagístico da Serra do Curral, protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Desde a inauguração, o local vinha servindo de residência aos chefes do Executivo mineiro. Em janeiro de 2019, o governador Romeu Zema optou por residir em outro imóvel e dar uma destinação mais ampla e democrática ao Palácio, que tem 42 mil metros quadrados de área.